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sábado, 19 de abril de 2014

A manipulação de dados como arma!

Postado por Mauro Meister


A manipulação de dados para criar falsa impressão é uma das principais armas dentro da política moderna. Em tempos antigos, quando a família tinha mais influência sobre o indivíduo do que a mídia, os dados eram menos poderosos. Hoje, são quase tudo! O Estado Brasileiro está aí, formado e constituído, com muitas lutas ao longo de séculos, como uma democracia. Mas os governos são aqueles que "tocam" o estado e, na democracia, supostamente precisam de legitimidade para fazê-lo. Porém, quando aqueles que estão no governo não acreditam na democracia, mas ainda dependem dela para se reelegerem, até que se tornem totalitários (veja-se Venezuela) manipulam os dados, criam falsa impressão de que o "estado de direito" (o conjunto de direitos fundamentais estabelecidos na constituição) está devidamente sustentado.

É uma mentira bem contada, na qual a maioria acredita, pelo menos por um tempo. Basta olhar em volta, na nossa América que é latina!

Pois bem, os que aí estão governando já nos mostram algumas coisas, que a maioria, que vota, não vê: não acreditam na democracia, são gananciosos e não tem a menor disposição de largar a posição em que se encontram a despeito da sua mais manifesta incompetência para "tocar" o Estado como uma democracia. Vejam bem, quando digo que outro não tem competência, não estou dizendo que eu tenho! Só estou observando, pelos resultados, que a coisa vai de mal a pior. Mas estes mesmos são aqueles que cada vez mais trazem, por meio de leis, responsabilidades sobre o Estado que governam incompetentemente. Tendem a amar leis que tiram a responsabilidade do indivíduo e da família para atribuírem para si mesmos maior controle (regulação de escolas, das palmadas dentro de casa, etc.) e ao mesmo tempo diminuir a influência da própria família, destruindo-a com leis nefastas. Até mesmo cristãos se iludem com essa tolice vendo nos déspotas, messias (Fidel, Chaves e curriola...)

Onde vamos terminar? Não sei! Alguns vão aplicar profecias bíblicas imediatas aqui: é o fim! Não sou tão imediato. O que posso dizer é o seguinte: pelo curso das coisas, se nada mudar, em breve seremos uma Argentina e depois uma Venezuela e finalmente uma Cuba! Nossos jovens, que amam usar a camisa do Che Guevara, não terão dinheiro para comprá-las, mas, provavelmente serão distribuídas pelo governos, todas da mesma cor! Primeiro o IPEA, agora o IBGE...

Anteriormente, escrevi AQUI - Eu não mereço ser estuprado! Ponto.
Recentemente, escreveu o Rodrigo Constantino, a quem me referi, AQUI - O IBGE subiu no telhado.
As notícias estão por todos os lados - http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,cancelamento-da-pnad-desencadeia-crise-de-gestao-no-ibge,181822,0.htm

Fonte: O Tempora, O Mores
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Em Cristo,
Mário

sábado, 12 de abril de 2014

"SEM TEOLOGIA NÃO TEM LOUVOR"

O que nos faz cantar é entender quem Deus é e o que Ele fez por nós. Louvor não é um fim em si mesmo, mas o resultado final de um processo de compreensão e entendimento da Pessoa e Obra de Deus, em Cristo.



Fonte: O Tempora, O Mores
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Em Crsito,
Mário César de Abreu

segunda-feira, 7 de abril de 2014

NÃO DESISTIR


“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” I Cor. 15:58

Existem momentos em que pensamos em desistir de tudo aquilo porque lutamos. Várias tentativas foram feitas para melhorar e parece que estamos andando em um banco de areia. Tentamos buscar forças lá no fundo do nosso ser e nos vemos impotentes. Observamos as circunstâncias, as conversas das pessoas e percebemos que alguma coisa está errada. Isso tudo é verdade. Mas existe uma pequena palavra nas Escrituras que pode mudar tudo em nossas vidas. Perseverança! Perseverar é muito mais do que agüentar uma situação adversa. É persistir com um propósito. É persistir sabendo o porque estou aguentado os momentos adversos. Perseverar é a marca daqueles que mudaram seu tempo. Conta-se que Thomas Alva Edson, o inventor da lâmpada elétrica estava na tentativa de número 700. Ao ligar os filamentos da lâmpada, a corrente elétrica passou, a lâmpada acendeu e apagou. Seu ajudante lhe disse: "Dr. Edson, já tentamos 700 vezes e não conseguimos nada, vamos desistir". Então o grande cientista lhe respondeu: "Não meu jovem, estamos 700 vezes à frente de quem nunca tentou nada, não dá para desistir agora". Tentou mais de 2000 vezes até conseguir seu intento que revolucionou a vida humana. Desistir é mais fácil e cômodo do que perseverar e continuar. Desistir satisfaz mais o ego do que enfrentar os momentos difíceis. Desistir é abortar as oportunidades que estão por se apresentar. Desistir e dizer que Deus morreu e não opera no mundo ou em nossas vidas. Desistir não deve fazer parte do cardápio do cristão. Richard Wurmbrand, pastor romeno, fundador da missão Voz dos Mártires, conta que depois de várias vezes preso, estava em sua sela e pensou em desistir, pois não via crescimento da obra do Senhor e sempre voltava para a cadeia por causa de sua fé. Alí em sua sela, mais uma vez, assentado no chão pensando em desistir, viu uma pequena formiga carregando uma folha que era duas ou três vezes o seu tamanho. Quando ela chegava lá em cima na janela e ia sair daquele lugar, a folha caia ao chão e ela descia toda aquela parede. Apanhava a folha e subia novamente. Fez isso por 14 vezes. Depois carregou a folha e saiu pela janela e não mais foi vista. Vendo aquela cena disse para si mesmo: "Se esta formiga, por 14 vezes, não desistiu e não tinha ninguém para lhe encorajar, também posso tentar novamente sem desistir por amor do meu Salvador.
Neste momento de nossas vidas, mais do que nunca, precisamos estar firmes em nossos objetivos para vermos os resultados de nossos esforços e de nossa fé. A Palavra de Deus nos encoraja a não voltarmos atrás. Deus disse que não tem prazer naquele que volta atrás. Deus nos tem dado recursos suficientes em Sua Palavra para sermos vencedores perseverantes. Apesar de algumas coisas não darem certo, de sonhos não se realizarem, nossas posturas mentais serão vencedoras. Não olharemos para trás, nem lamentaremos porque desta vez não deu certo. Seremos firmes e constantes e experimentaremos a glória do Senhor em nosso viver. Quanto à obra de Deus, o texto citado é suficiente em si mesmo. Nosso trabalho no Senhor não é vão. Deus está vendo cada esforço nosso naquilo que fazemos para Sua Glória. Nossa maior recompensa será gozarmos de Sua presença restauradora cada dia. Cada passo dado, cada oração feita, cada esforço empreendido não caem no vazio, mas são ofertas aos pés daquele que tudo ofertou por nós, Jesus Cristo. Creio firmemente que vivemos em um tempo onde Deus espera encontrar homens e mulheres firmes em seus valores e propósitos. Que não desistam de amá-lo e servi-lo com intensidade, pois, o que nos aguarda excede toda expectativa. Ouse ser perseverante. Ouse invadir a intimidade de Deus em oração. Ouse desafiar suas crises.

SEMPRE FIRMES E CONSTANTES. NOSSO TRABALHO NO SENHOR NÃO É VÃO.


Soli Deo Gloria


Pr. Luiz Fernando R. de Souza     Ministério Força para Viver
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Em Cristo,
Mário

sábado, 5 de abril de 2014

EU POSSO JULGAR O MALAFAIA!?



Por Thiago Oliveira

Anteontem foi ao ar uma entrevista com o Silas Malafaia no programa The Noite. Num espaço de aproximadamente vinte minutos, o entrevistador Danilo Gentilli, astro do late show do SBT, cutucou pouco o pastor-presidente da Assembléia de Deus Vitória em Cristo. O Ultrage a Rigor, banda do programa, tocou uma música intitulada “Money” durante a entrada de Malafaia. O tema foi escolhido, segundo o vocalista (Roger), porque o Silas é “a favor de que as pessoas ganhem mais dinheiro”. Vejam como a imagem desse pastor já está vinculada a famigerada Teologia da Prosperidade.


Assisti o programa ontem, graças ao YouTube, e por incrível que pareça pensei que ouviria mais heresias do que ouvi. Considero o já citado pastor um herege que presta um desserviço a causa do verdadeiro Evangelho pregado por Cristo e disseminado pelos apóstolos. Mas de ruim mesmo ele só falou que “O trabalho da Igreja Universal é um trabalho fenomenal” e que “dinheiro é um dos maiores temas da Bíblia”. Esta última frase foi reiterada pelo mesmo: “Finanças é um dos maiores temas da Bíblia”. Fez jus a música tocada em sua entrada.


Finanças, um dos maiores temas da Bíblia? Desde quando? A Bíblia fala sobre pecado, justiça e redenção. A Bíblia fala da soberania divina, da natureza caída do ser humano e da morte vicária de Cristo para lavar e redimir os seus eleitos. De finança, quem entende e fala muito é o Sr. Mike Murdock, mentor do Silas. Já em se tratando de Escrituras, ambos não entendem e deturpam a verdade sagrada.


Agora tem aqueles que dizem que eu não posso julgar, baseados em Mateus 7: 1: “Não julgueis para que não sejais julgados”. Gostaria de informar que Jesus não proíbe qualquer tipo de avaliação crítica. Se fosse assim ele não teria dito logo depois: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” Mateus 7:6. Como discernir quem são os cães e quem são os porcos? Sem julgamento de valor seria impossível. O próprio Cristo, em diversas ocasiões criticou abertamente a postura dos fariseus e a estes chamou de hipócritas.


O Sermão do Monte é a antítese da interpretação farisaica da Lei. Jesus através deste sermão interpreta corretamente aquilo que foi registrado por Moisés e pelos profetas. Existe ali uma crítica a forma como os fariseus se portavam, condenando efusivamente os que destoavam de suas práticas. Era típico do farisaísmo apontar os erros das demais pessoas e esquecer de olhar para si. O fariseu gostava de se auto justificar. Seu julgamento era meritocrático e ele se via como um exemplo de conduta moral e religiosa (lembram da parábola do fariseu e do publicano?).


Definitivamente, Jesus não nos proíbe de opinar ou criticar algo ou alguém. Se é proibido julgar, como proceder diante de tal declaração: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores”. Mateus 7:15? Para nos livrarmos dos falsos pregadores da Palavra temos que ter discernimento crítico e julgar os seus frutos. É pelo fruto que se conhece árvore (Mateus 7:16). Jamais poderia julgar alguém me colocando como o parâmetro de bondade e retidão, tal como faziam os fariseus. É hipocrisia diminuir as suas faltas e aumentar as do seu próximo. Somos filhos de Adão, depravados pelo pecado e não há nada de bom em nós mesmos. Mas se usarmos a Palavra como norma para nos blindarmos dos falsos ensinamentos, estamos procedendo bem e agindo de acordo com João 7: 24, estamos julgando segundo a reta justiça.


Todavia, há quem ainda pense assim: “concordo que devemos julgar e combater as heresias, mas citar o nome da pessoa é desnecessário e antiético”. Será mesmo desnecessário citar o nome do herege que dissemina uma inverdade escriturística? O Dr. Paulo Romeiro usa uma boa ilustração em seu livro Evangélicos em Crise: “Imagine o leitor se há um remédio sendo comercializado, trazendo perigo de morte à população. Certamente as emissoras de rádio e TV não conseguiriam prestar um serviço ao público levando ao ar o seguinte anúncio: ‘Informamos que há um remédio sendo vendido nas farmácias que poderá levá-lo à morte. Desde que não vamos citar o nome do remédio, tente descobrir por você mesmo’. Não seria isso um absurdo? Quando alguém descobrisse que remédio é esse, já seria tarde demais”.


A analogia é perfeita e casa com a maneira em que os apóstolos agiam diante de pessoas que punham em risco a sã doutrina e a comunhão dos santos. João fala mal de Diótrefes (3 João 1:9). Paulo é mais severo ainda. O apóstolo aos gentios diz a Timóteo que entregou a Satanás os blasfemadores Himiteu e Alexandre (1 Timóteo 1:20). Possivelmente, o mesmo Alexandre é citado na segunda carta enviada a Timóteo. Paulo diz que ele foi causador de diversos males e roga para que Deus o julgue segundo as suas obras (2 Timóteo 4:14). Na mesma carta, cita Figelo e Hermógenes como líderes dissidentes da Ásia (2 Timóteo 1:15).


Diante de tudo que foi exposto eu quero elencar alguns pontos:


1. Eu posso julgar o Silas Malafaia. Não só ele, mas qualquer outra pessoa. O que não posso fazer é julgar de maneira hipócrita e embasado na minha retidão.


2. A Bíblia é o nosso parâmetro. É a partir dela que diferenciamos o certo do errado. Não devemos opinar com achismos e nem defender – indulgentemente – pessoas em detrimento da Palavra. Nosso compromisso é com o Evangelho e não com os evangélicos.


3. Devemos reconhecer o quão pecadores somos. Apontar o erro dos outros é a coisa mais fácil do mundo. Difícil é olhar pra dentro de si e tal como Paulo exclamar: Miserável homem que sou! Apenas o Espírito Santo e seu poder regenerador nos dão condições para que nos tornemos retos diante de Deus.


Sola et Tota Spriptura

Fonte: Púpito Cristão

Thiago Oliveira, mano que lá de Recife demonstra a sua subversividade em relação a teologia da prosperidade e seus porta estandartes.
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 24 de março de 2014

EDIR MACEDO AFIRMA QUE RÉPLICA DO TEMPLO TERÁ GLORIA MAIOR QUE O TEMPLO DE JERUSALÉM


Faltam poucos meses para a inauguração do Templo de Salomão, um megatemplo construído pela Igreja Universal do Reino de Deus com capacidade para receber 10.000 pessoas. O prédio localizado no bairro do Brás, em São Paulo, já chama a atenção de quem passa pela Avenida Celso Garcia por conta de sua grandiosidade.

O líder da igreja, o bispo Edir Macedo, escreveu nesta segunda-feira (17) em seu blog que o lugar será o “Templo do Deus Vivo” por ter sido construído com sacrifício do povo de Deus. No pequeno texto Macedo cita que o terceiro Templo foi construído por Herodes e administrado por Caifás, homens perversos, mas mesmo assim Jesus honrou aquela Casa de Oração com a Sua presença.

“Ora, se o Templo construído e dirigido por homens cruéis foi honrado com a presença física do Senhor Jesus, imagine a honra que Ele dispensará ao Templo com a presença do Seu Espírito, naquele Lugar construído com o sacrifício do Seu povo!”, escreveu.

Macedo tem convicção de que o Templo de Salomão será dirigido pelo Espírito Santo e será uma Casa de Oração para todos os povos (Isaías 56.7; Mateus 21.13); Casa do Sacrifício (2 Crônicas 7.12); Morada de Justiça (Jeremias 31.23) e Santuário do Senhor (I Crônicas 22.19).


“Quem viver e lá entrar, não só verá, mas provará da Grandeza do Altíssimo com o recebimento do Seu Santo Espírito. Essa é a minha fé, E a sua?”, questionou o líder.

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Comentário de Leonardo Gonçalves do Púlpito Cristão
Edir é um velho mascate da fé. Loobo por maioria de votos. Grande "empreendedor", percebeu o crescimento da concorrencia (Mundial, Graça e outras cópias) e entendeu que precisava se destacar com um diferencial. Ele precisava oferecer algo que nenhum outro vendedor de milagres tivesse. Ele precisava de uma mercadoria exclusiva, para continuar crescendo como imperio religioso e recuperar aqueles que migraram para outras seitas como a do Valdemiro Santiago.

O Templo de Salomão da Celso Garcia representa exatamente esse marketing exclusivo. Macedo dará a seus seguidores idolatras a oportunidade de experimentar algo unico, algo que nenhuma seita de prosperidade no mundo pode oferecer. Acredito piamente que este empreendimento terá sucesso e atrairá idolatras de todas as matizes. Evangelicos idólatras, católicos idolatras, espiritas idólatras, todos estarão unidos nessa grande profanação!

Parabéns Macedo! Você venceu. Agora conseguiu se destacar de seus "rivais"! Você acaba de voltar à elite do estelionato da fé. Vai faturar mais que qualquer outro "empreendedor" religioso enquanto o fogo do inferno se aquece ainda mais para o dia da sua chegada.
Púlpito Cristão
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Em Cristo,
Mário

sábado, 22 de março de 2014

JEAN WYLLYS PEDE ANISTIA PARA QUEM FOI PRESO POR VENDA DE DROGAS


O deputado BBB, eleito de carona, quase sem votos, continua causando estragos irreparáveis à sociedade. Veja na matéria abaixo*:
Por Rodrigo Constantino, na VEJA Online

É nisso que dá ter um sistema de eleição que garante carona a ilustres desconhecidos no voto dos outros. Com apenas 13 mil votos, um participante do Big Brother Brasil virou deputado federal, e com este poder, pode criar projetos de lei que atentam contra o país.



Jean Wyllys, dessa vez, pretende, além de legalizar a maconha (um debate legítimo), conceder “anistia” aos traficantes, que seriam perdoados de forma retroativa **:



O Projeto de Lei 7270/14 prevê anistia para quem foi condenado por venda da maconha. A medida vale para as condenações anteriores à aprovação da lei. Segundo o texto, o perdão é para “todos que, antes da sanção da lei, cometeram crime previsto na lei antidrogas, sempre que a droga que tiver sido objeto da conduta anteriormente ilícita por elas praticada tenha sido a cannabis [nome científico da planta], derivados e produtos da cannabis”.


Em entrevista ao Congresso em Foco, Jean disse que a soltura do traficante é uma questão de coerência. “Se a venda for legalizada, não faz sentido a pessoa continuar presa. A gente precisa ser uma sociedade solidária, discutir. Nós temos a quarta maior população carcerária do mundo”, disse ele hoje.


Quarta maior população carcerária do mundo e quinta maior população em termos absolutos, deputado! Um pequeno detalhe que foi estrategicamente ignorado, não é mesmo? Apenas China, Índia, Estados Unidos e Indonésia possuem população maior. Seria estranho ser a quinta população do mundo e ter a centésima população carcerária, não é verdade? Talvez fosse seu sonho, um país sem leis com todos soltos, ou quem sabe apenas conservadores atrás das grades…


Outra coisa: sociedade solidária? O que solidariedade tem a ver com isso, deputado? Solidariedade, para mim, é ajudar voluntariamente pessoas corretas, carentes, necessitadas. É ceder o próprio tempo para colaborar com trabalhadores em dificuldade, com gente honesta passando por algum aperto financeiro ou emocional.


Solidariedade é aquilo que as igrejas, tão atacadas por você e seus colegas, sempre fizeram, ao distribuir comida e oferecer abrigo a quem precisasse, tudo isso sem invadir nossos bolsos com impostos (o que retira o caráter voluntário, indissociável da solidariedade verdadeira, que jamais pode ser compulsória).


Perdoar um traficante que, sabendo da ilegalidade de seu ato, ainda assim assumiu os riscos e vendeu droga ilícita por aí, só pode ser visto como “solidariedade” em uma cabeça bastante conturbada. São critérios muito esquisitos e valores morais bem deturpados. Que, aliás, vão contra a imensa maioria da população:


De acordo com levantamento da empresa Expertise, divulgado no final do mês passado, 81% dos brasileiros são contra a legalização da maconha e 19%, favoráveis. Os números são semelhantes aos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apurados em 2013, que apontaram 75% da população contrária à liberação do entorpecente.


Como liberal, considero legítimo o debate sobre a legalização da maconha, apesar de entender que o tema está muito distante das prioridades brasileiras. Há tanto a fazer antes disso! Um país sem segurança, sem saneamento, com excesso de intervenção estatal, com impostos de 40% do PIB, com impunidade, com ausência de liberdade econômica, com comunidades dominadas por bandidos, vai realmente definir como prioridade liberal o direito de vender e consumir um entorpecente que é proibido quase no mundo todo? Seremos pioneiros e cobaias justamente nisso? Se nem a Holanda gostou muito desse caminho?


Alguém realmente acha que basta legalizar a maconha para derrotar o poder paralelo nas favelas, para reduzir a criminalidade? Ora, a venda de gás é absolutamente legal, mas em várias comunidades é controlada pelos traficantes. Por outro lado, a maconha é proibida em vários países que não enfrentam o mesmo problema de criminalidade e violência. O buraco é bem mais embaixo!


Sinto muito aos colegas libertários, mas tenho outras prioridades no momento. E vale observar que tipo de gente tem abraçado com tanta vontade essa bandeira, o que já é suficiente para dar calafrios em qualquer pessoa. Aquilo que socialistas desejam com tanto afinco deveria ser sinal de, no mínimo, alerta para qualquer liberal, conservador ou libertário.


Jean Wyllys escolhe o lado dos traficantes e, em nome da “solidariedade”, quer lhes conceder o perdão legal. Eu fico do lado da população brasileira…

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(*) Título original: Jean Wyllys novamente ao lado dos bandidos e contra a população(**) Especialistas da área jurídica informam que o deputado fez apenas populismo em cima de um princípio jurídico que já valeria. Se o crime for abolido, no caso todos aqueles que foram presos por conta deste crime devem ser soltos.


Fonte: Pulpito Cristão
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Em Cristo,
Mário


sexta-feira, 21 de março de 2014

Lendo a Bíblia Hoje


Alguns aspectos da pós-modernidade - nome que se dá à época em que estamos vivendo - se constituem em sérios desafios à leitura bíblica feita pelos reformados, mesmo aqueles que nunca ouviram o nome "pós-modernidade".

Os reformados têm tradicionalmente interpretado as Escrituras partindo de alguns pressupostos oriundos da Reforma protestante. O mais importante deles é que as Escrituras são divinas, em sua origem, infalíveis e inerrantes no que ensinam, seguras e certas no seu ensino. Para eles, a Bíblia é a revelação da verdade. Em decorrência, só existe uma religião certa, a que se encontra revelada na Bíblia. Logo, no raciocínio reformado, tudo o que é necessário à vida eterna e à vida cristã aqui nesse mundo estão claramente reveladas na Escritura. E tais coisas são claramente expostas nela.

Existem alguns aspectos da pós-modernidade que desafiam esse pressuposto central da interpretação reformada das Escrituras.

1) O conceito de tolerância. Eu me refiro à idéia contemporânea de total complacência para com o pensamento de outros quanto à política, sexo, religião, raça, gênero, valores morais e atitudes pessoais. Neste conceito de tolerância, as pessoas nunca externam seu próprio ponto de vista de forma a contradizer o ponto de vista dos outros. Esse tipo de tolerância não deve ser confundida com a tolerância cristã, pois ela resulta da falta de convicções em questões filosóficas, morais e religiosas: "A tolerância é a virtude do homem sem convicções" (G. K. Chesterton). A tolerância da pós-modernidade é fortalecida pela queda na confiança na verdade, atitude típica de nossa época.

É preciso observar que existe uma tolerância exigida do cristão. Devemos tolerar as pessoas. Todavia, não temos de tolerar suas crenças, quando estas contrariam a verdade de Deus revelada nas Escrituras. Temos o dever de ouvir o que elas tem a dizer, e aprender delas naquilo em que se conformam com a verdade bíblica. Porém, tolerância ao erro, quando a verdade bíblica está em jogo, é omissão.

A tolerância tão característica da pós-modernidade pode afetar a interpretação da Bíblia levando as pessoas a interpretá-la a partir do conceito de "politicamente correto." Evita-se qualquer leitura, interpretação ou posicionamento que venha a ser ofensivo à sociedade ou comunidade a que se ministra. Textos bíblicos que denunciam claramente determinados comportamentos morais são domesticados com uma leitura crítica que os reduz a expressões retrógradas típicas dos moralistas machistas do século I. Textos que anunciam a Cristo como o único caminho para Deus são interpretados de tal forma a não excluir a salvação em outras religiões.

2) O inclusivismo. Num certo sentido, é o resultado do multiculturalismo do mundo pós-moderno. Não há mais no mundo ocidental um país com uma cultura única e uma raça homogênea. Países ocidentais são multiculturais e têm uma mescla de diversas raças. Para que não se seja ofensivo, e para que se possa conviver harmoniosamente, é necessário ser inclusivista. Isso significa dar vez e voz a todas as culturas e raças representadas.

Na sociedade pós-moderna, o conceito ser estende para incluir os grupos moralmente orientados. Significa especialmente repartir o poder com as minorias anteriormente oprimidas pelas estruturas de poder, como por exemplo, os homossexuais, pobres e minorias étnicas.

Existem coisas boas do inclusivismo multiculturalista, como por exemplo, estudos nos meios acadêmicos sobre a cultura de raças minoritárias e oprimidas no ocidente, como africanos, hispânicos e orientais. Também a criação de bolsas de estudos e empregos para membros destas minorias raciais, bem como de grupos oprimidos, como as mulheres. Ainda digno de nota é a luta contra discriminação baseada tão somente em raça, religião, postura política e gênero.

Mas existem coisas que nos preocupam no inclusivismo. A maior de todas é que o inclusivismo exclui qualquer juízo de valor em termos morais, religiosos, e de justiça. Tem que ser assim para que o relacionamento multicultural e multi-moral funcione.

O inclusivismo acaba também influenciando na interpretação bíblica. Sua mensagem é abordada do ponto de vista do programa das minorias. Por exemplo, a chamada teologia da libertação (meio defunta hoje) e as teologias feministas.

3) O relativismo. No que tange ao campo dos valores e dos conceitos morais e religiosos, é a idéia de que todos os valores morais e as crenças religiosas são igualmente válidos e que não se pode julgar entre eles. A verdade depende das lentes que alguém usa para ler a vida. O importante é que as pessoas tenham crenças, e não provar que uma delas é certa e a outra errada. Não há meio de se arbitrar sobre a verdade porque não há parâmetros absolutos. Desta forma, alguém pode crer em coisas mutuamente excludentes sem qualquer inconsistência.

Existem alguns perigos no relativismo quanto à leitura da Bíblia. Primeiro, o relativismo acaba por minar a credibilidade em qualquer forma de interpretação que se proponha como a correta. Segundo, acaba por individualizar a verdade. Cada pessoa tem sua verdade e ninguém pode alegar que a sua é superior à dos outros. Portanto, ninguém pode ter a pretensão de converter outros à sua fé.
Muitos cristãos são tentados a suavizar a sua interpretação da mensagem do Evangelho, excluindo os elementos que não são "politicamente corretos" como: pecado, culpa, condenação, ira de Deus, arrependimento, mudança de vida. Acaba sendo uma tentação de escapar pela forma mais fácil do dilema entre falar todo o conselho de Deus ou ofender as pessoas.

Esses são alguns dos perigos que a pós-modernidade traz à leitura e interpretação das Escrituras. Reconhecemos a contribuição da pós-modernidade em destacar a participação do contexto e do leitor na produção de significado, quando se lê um texto. Porém, discordamos que isso invalide a possibilidade de uma leitura das Escrituras que nos permita alcançar a mensagem de Deus para nós e de ouvir a voz de Cristo, como Ele gostaria que ouvíssemos.

Postado por Augustus Nicodemus Lopes no seu blog:http://tempora-mores.blogspot.com.br/
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Em Cristo,
Mário
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