segunda-feira, 13 de abril de 2015

Como vencer os obstáculos da vida


A vida é uma corrida e uma corrida com obstáculos. Nossa trajetória não se dá, entretanto, num estádio iluminado, com pistas aplainadas e uma plateia entusiasmada nos ovacionando. Não raro, cruzamos solitariamente desertos tórridos, navegamos por mares revoltos e atravessamos pinguelas estreitas sobre pântanos ameaçadores. Os vencedores são aqueles que a pesar de suas fragilidades, tiram seus olhos das circunstâncias, para colocá-los em Deus.

A Escritura diz que Deus faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Deus levanta do pó o abatido, do monturo o necessitado e o faz assentar-se entre príncipes. Deus é quem adestra nossas mãos para a batalha. É ele quem faz com que a mulher estéril seja alegre mãe de filhos. É ele quem nos toma pela mão direita, nos guia com seu conselho eterno e nos recebe na glória. Nossos problemas podem ser insolúveis, se olharmos para as nossas fraquezas. Porém, se olharmos para Deus, aquilo que nos era impossível, torna-se realidade, pois para Deus não há impossível em todas as suas promessas.

A história humana está crivada de exemplos de pessoas que superaram suas fraquezas, triunfaram sobre sua limitações e conquistaram retumbantes vitórias. Thomas Alva Edson, o maior inventor de todos os tempos, somente frequentou o colégio três meses. A escola devolveu-o por concluir que não tinha condições de acompanhar seus pares. Sua mãe investiu em sua educação e fez dele um dos maiores cientistas do mundo. Henry Ford, o maior fabricante de carros do mundo, estudou apenas até o primeiro ano do secundário. Inobstante as limitações de sua educação formal, foi uma das mentes mais brilhantes, criativas e empreendedoras da história. John Milton ficou completamente cego aos cinquenta anos de idade. Para todos os que estavam à sua volta, era o fim de sua carreira, o epílogo triste de um homem que mergulhava na escuridão. Porém, sob o manto da cegueira, escreveu o grande clássico, “O paraíso perdido”. O grande compositor Ludwig Van Beethoven, depois de uma surdez progressiva, ficou completamente surdo aos quarenta e seis anos de idade. Para todos, a surdez irreversível parecia ser o fim de sua brilhante carreira musical. Entrementes, apesar desse fato doloroso, ele compôs mais cinco sinfonias, suas músicas mais excelentes. Fanny Crosby, a maior compositora evangélica de todos os tempos, ficou cega na sexta semana de vida e viveu noventa e dois anos na escuridão da cegueira. Mas, essa mulher extraordinária compôs mais de oito mil hinos traduzidos e cantados no mundo inteiro, músicas que têm espargido abundantemente a luz de Cristo Jesus. Todas essas pessoas enfrentaram imensos obstáculos, ultrapassaram barreiras humanamente impossíveis, mas venceram.

Talvez seus obstáculos são outros. Talvez você tem uma limitação física, ou emocional, ou mesmo espiritual. Talvez você esteja enfrentando uma crise conjugal, um drama familiar, uma tempestade financeira. Talvez você esteja amargando uma derrota fatídica por causa de um vício que o escraviza. Você se sente inadequado diante de desafios imensos, de ameaças concretas, de obstáculos superiores às suas forças. Nessas horas você é tentado é entregar os pontos, a jogar a toalha, a se dar por vencido. Porém, encorajo você a olhar para cima, a olhar para Deus. Não há causa perdida quando a colamos nas mãos de Deus. Não há vida irrecuperável para o Filho de Deus. Ele fez prodígios ontem e continua fazendo maravilhas hoje. Ele é o nosso refúgio. Nele está a nossa esperança. Dele vem o nosso socorro. É ele quem nos faz mais do que vencedores!
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Rev. Hernandes Dias Lopes  
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O que é o compatibilismo?




Pergunta: "O que é o compatibilismo?"

Resposta: O compatibilismo é uma tentativa de conciliar a proposição teológica de que cada evento é causalmente determinado, ordenado e/ou decretado por Deus (ou seja, determinismo, para não ser confundido com o fatalismo) com o livre-arbítrio do homem. Promulgada inicialmente a partir de um ponto de vista filosófico pelos estoicos gregos e mais tarde por vários filósofos como Thomas Hobbes e David Hume, e de um ponto de vista teológico por teólogos como Agostinho de Hipona e João Calvino, o conceito do livre-arbítrio compatibilista afirma que, embora o livre-arbítrio do homem pareça inconciliável com a proposição do determinismo, ambos existem e são "compatíveis" um com o outro.

A base do conceito compatibilista do livre-arbítrio é o meio pelo qual o "arbítrio" será definido. Do ponto de vista teológico, a definição do arbítrio é visto à luz das verdades bíblicas reveladas sobre o pecado original e a depravação espiritual do homem. Estas duas verdades definem o "arbítrio" em relação ao homem caído como sendo enlaçado "de iniquidade" (Atos 8:23), um "escravo do pecado" (João 8:34, Romanos 6:16-17) e sujeito apenas ao seu "mestre", que é o pecado (Romanos 6:14). Como tal, apesar do arbítrio do homem ser "livre" para fazer o que quiser, ele deseja agir de acordo com a sua natureza, e já que a natureza do arbítrio caído é pecaminosa, cada intenção dos pensamentos do coração do homem caído é "má continuamente" (Gênesis 6:5, cf. Gênesis 8:21). Ele, sendo naturalmente rebelde ao que é espiritualmente bom (Romanos 8:7-8, 1 Coríntios 2:14), "não busca senão o mal" (Provérbios 17:11). Essencialmente, o homem é "livre" para fazer o que quiser, e faz exatamente isso, mas o homem simplesmente não pode fazer o que é contrário à sua natureza. O que o homem "deseja" fazer está sujeito e determinado unicamente pela sua natureza.

Aqui é onde o compatibilismo faz a distinção entre o homem tendo um livre-arbítrio e sendo um "agente livre." O homem é "livre" para escolher o que é determinado pela sua natureza ou pelas leis da natureza. Para ilustrar, as leis da natureza proíbem o homem de ser capaz de voar, mas isso não significa que o homem não seja livre. O agente, o homem, só é livre para fazer o que a sua natureza ou as leis da natureza permitem que faça. Teologicamente falando, embora o homem natural seja incapaz de submeter-se à lei de Deus (Romanos 8:7-8) e incapaz de vir a Cristo se o Pai não o trouxer a Ele (João 6:44), o homem natural ainda atua livremente no que diz respeito à sua natureza. Ele livremente e ativamente suprime a verdade em injustiça (Romanos 1:18) porque a sua natureza torna-o incapaz de fazer o contrário (Jó 15:14-16, Salmo 14:1-3; 53:1-3, Jeremias 13:23; Romanos 3:10-11). Dois bons exemplos da confirmação de Jesus deste conceito podem ser encontrados em Mateus 7:16-27 e Mateus 12:34-37.

Com a distinção entre o livre-arbítrio e livre agência definida, o compatibilismo então aborda a natureza da livre agência do homem em relação à proposição teológica conhecida como determinismo e / ou à verdade bíblica da natureza onisciente de Deus. A questão fundamental é como o homem pode ser responsabilizado por seus atos se suas ações sempre iriam ocorrer (ou seja, o futuro não está sujeito a alterações) e não poderia ter sido qualquer coisa diferente do que ocorreu. Embora existam numerosas passagens da Escritura que se referem a este problema, há três principais passagens para examinar.

A história de José e seus irmãos
A primeira é a história de José e seus irmãos (Gênesis 37). José foi odiado por seus irmãos porque seu pai, Jacó, amava a José mais do que qualquer de seus outros filhos (Gênesis 37:3) e por causa dos sonhos de José e sua interpretação (Gênesis 37:5-11). Em um momento oportuno, os irmãos de José o venderam como escravo para mercadores midianitas viajantes. Em seguida, eles mergulharam a sua túnica no sangue de um bode morto para enganar seu pai a pensar que José havia sido atacado por um animal (Gênesis 37:18-33). Depois de muitos anos, durante os quais José foi abençoado pelo Senhor, os irmãos de José conheceram-no no Egito e José se revela a eles (Gênesis 45:3-4). É a discussão de José com seus irmãos que é mais pertinente para a questão:

“Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como governador sobre toda a terra do Egito” (Gênesis 45:8).

O que torna esta afirmação surpreendente é que José havia dito anteriormente que seus irmãos tinham, de fato, vendido-o no Egito (Gênesis 45:4-5). Alguns capítulos depois, o conceito do compatibilismo é apresentado:

"Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida" (Gênesis 50:20).

A história de Gênesis nos conta que, de fato, os irmãos venderam José para o Egito. No entanto, José deixa claro que Deus é quem o tinha feito. Aqueles que rejeitam o conceito de compatibilismo diriam que este versículo está simplesmente afirmando que Deus "usou" as ações dos irmãos de José para o bem. No entanto, isso não é o que diz o texto. De Gênesis 45-50, somos informados de que (1) os irmãos de José enviaram José para o Egito, (2) Deus enviou a José para o Egito, (3) os irmãos de José tinham más intenções em enviar José para o Egito, e (4) Deus tinha boas intenções em enviar José para o Egito. Então, a pergunta fica: quem enviou José para o Egito? A resposta desconcertante é que ambos (os irmãos de José e Deus) o fizeram. Foi uma só ação sendo realizada por duas entidades, os irmãos e Deus, simultaneamente.

A comissão da Assíria
A segunda passagem que revela o compatibilismo é encontrada em Isaías 10, uma passagem profética de advertência ao povo de Deus. Assim como divinamente prometido em Deuteronômio 28-29, Deus está enviando uma nação para punir o seu povo dos seus pecados. Isaías 10:6 diz que a Assíria é a vara da ira de Deus, "enviada" contra o Seu povo para "tomar o despojo, para arrebatar a presa, e para os pisar aos pés, como a lama das ruas." Note, no entanto, o que Deus diz sobre a Assíria:

“Todavia ela [Assíria] não entende assim, nem o seu coração assim o imagina; antes no seu coração intenta destruir e desarraigar não poucas nações” (Isaías 10:7).

A intenção de Deus na invasão assíria é infligir o Seu julgamento justo contra o pecado, e a intenção dos assírios é "destruir e desarraigar muitas nações". Dois propósitos diferentes, duas entidades diferentes agindo para realizar esse efeito com uma única ação. Como lemos ainda, Deus revela que, embora essa destruição seja determinada e decretada por Ele (Isaías 10:23), Ele ainda vai punir os assírios por causa da "arrogância do seu coração e a pomba da altivez dos seus olhos" (Isaías 10:12, cf. Isaías 10:15). Embora o próprio Deus tivesse infalivelmente determinado o julgamento de um povo rebelde, Ele enxerga aqueles que trouxeram o julgamento como os responsáveis por suas próprias ações.

A crucificação de Jesus Cristo
A terceira passagem da Escritura que fala do compatibilismo é encontrada em Atos 4:23-28. Como revelado em Atos 2:23-25, a morte de Cristo na cruz foi realizada pelo "determinado conselho e presciência de Deus". Atos 4:27-28 revela ainda que as ações de Herodes, de Pôncio Pilatos, dos gentios e do povo de Israel tinham sido determinadas e decretadas pelo próprio Deus a ocorrerem quando "ajuntaram-se contra o Senhor" Jesus e fizeram "tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse." Embora Deus tivesse determinado que Cristo havia de morrer, os responsáveis por sua morte ainda eram culpados por suas ações. Cristo foi condenado à morte por homens maus, mas "foi da vontade do Senhor esmagá-lo" (Isaías 53:10). Mais uma vez, a resposta para a pergunta "quem colocou Jesus à morte?" é Deus e as pessoas ímpias - dois propósitos realizados por duas entidades dentro de uma única ação.

Há outras passagens da Escritura que dizem respeito ao conceito de compatibilismo, como Deus endurecendo os corações dos indivíduos (por exemplo, Êxodo 4:21, Josué 11:20, Isaías 63:17). Embora o compatibilismo pareça desconcertante para nós (Jó 9:10, Isaías 55:8-11, Romanos 11:33), esta verdade foi revelada pelo próprio Deus como o meio pelo qual Seu decreto soberano se reconcilia com a vontade do homem. Deus é soberano sobre todas as coisas (Salmo 115:3, Daniel 4:35, Mateus 10:29-30), Deus sabe todas as coisas (Jó 37:16, Salmo 147:5, 1 João 3:19-20), e o homem é responsável pelo que faz (Gênesis 18:25; Atos 17:31; Judas 1:15). Verdadeiramente, os Seus caminhos são insondáveis (Jó 9:10, Romanos 11:33), e por isso devemos confiar no Senhor de todo o coração e não nos apoiar em nosso próprio entendimento (Provérbios 3:5-6).

Fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/compatibilismo.html#ixzz3WXlPCMUL
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quinta-feira, 26 de março de 2015

Babilônia, a sodomização da nossa cultura

Por Rev. Hernandes Dias LopesResultado de imagem para rede globo babilonia de pecado

A Rede Globo de Televisão dá mais um passo no sentido de empurrar a sociedade brasileira para o abismo da sodomização. Sua nova novela das 21h, BABILÔNIA, faz apologia à homossexualidade e ataca desde os seus alicerces o conceito tradicional de família, conforme preceitua a nossa Constituição Federal e a ética judaico-cristã.

O nome da novela, Babilônia, já diz o que ela pretende. Babilônia é a cidade do pecado, o reino da iniquidade, o território da máxima rebelião contra Deus. O livro de Apocalipse, nos capítulos 17 e 18, retrata a Babilônia como o sistema do mundo que se opõe a Deus e persegue a igreja. A Babilônia é chamada de “a Grande Meretriz” por causa de sua violência furiosa contra o povo de Deus e sua luxúria desavergonhada. O ataque à igreja cristã pode vir de duas maneiras: perseguição física ou ideológica. O ataque no campo das ideias é mais sutil e também mais perigoso. Seu propósito não é produzir mártires, mas apóstatas. A sedução do mundo é mais perigosa do que a espada do mundo. Ser amigo do mundo é constituir-se em inimigo de Deus. Stanley Jones, disse com razão, que o sub-cristianismo é pior do que o anti-cristianismo. Conformar-se com o mundo é ser tragado pelo mundo e condenado com ele.

Essa novela tem, claramente, o propósito de desconstruir os valores da família, promover o caos moral e induzir o povo brasileiro às práticas mais degradantes do desregramento sexual. É a sodomização da nossa cultura. É o achincalhamento da virtude. É desbarrancamento da ética. Assistir a essa trama urdida nos bastidores do relativismo ético e nos camarins da apostasia religiosa, é promover uma causa inglória de terríveis consequências para a família. É tornar-se parceiro daquilo que é abominável a Deus. É promover aquilo que deveríamos reprovar com toda veemência. É dar guarida àquilo de que deveríamos fugir com celeridade. Não podemos ser neutros nessa questão nem ficarmos em cima do muro. A omissão covarde de uns e o silêncio conivente de outros só contribuem para a promoção dessa perversidade. O papel da igreja de Deus é erguer sua voz. É protestar. É dizer que ninguém avilta a verdade e a honra sem graves consequências. Com essa novela a Rede Globo faz uma semeadura maldita e a colheita certamente será amarga. As gargalhadas ruidosas do pecado hoje transformar-se-ão em lágrimas copiosas amanhã.

A palavra de Deus nos ensina a não colocarmos coisas abomináveis em nossa casa: “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada” (Dt 7.26). A palavra de Deus nos adverte a não assistirmos coisas injustas: “Portas a dentro, em minha casa, terei coração sincero. Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará” (Sl 101.2,3). A palavra de Deus nos proíbe de vivermos segundo o curso deste mundo: “Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na rodas dos escarnecedores” (Sl 1.1). A palavra de Deus nos adverte a não sermos coniventes com o erro: “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11). É hora de mostrarmos nosso repúdio a essa conspiração moral da Rede Globo. Mude de canal. Mantenha sua família distante desse tremedal de lama!

Rev. Hernandes Dias Lopes              Blog. Palara da Verdade
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quarta-feira, 25 de março de 2015

Você está cheio do Espírito Santo?




O apóstolo Paulo, preso em Roma, escreve sua carta à igreja de Éfeso, capital da Ásia Menor, e ordena: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). Jesus morreu, ressuscitou e subiu ao céu. Então, o Espírito Santo, o outro Consolador, desceu e desceu para ficar para sempre conosco. Sem a obra do Espírito Santo jamais haveria um só convertido na terra, pois é ele quem aplica a obra da redenção. Concordo com Charles H. Spurgeon, quando disse que é mais fácil acreditar que um leão tornar-se-á vegetariano do que acreditar que uma pessoa só possa ser salva sem a obra do Espírito Santo. Todo crente é regenerado, habitado e selado com o Espírito Santo, mas nem todo crente está cheio do Espírito Santo. Uma coisa é ter o Espírito Santo; outra coisa é o Espírito Santo nos ter. Uma coisa é ter o Espírito Santo presente; outra coisa é ter o Espírito presidente. O texto em apreço nos ensina quatro verdades.

Em primeiro lugar, a plenitude do Espírito é uma ordem expressa de Deus. Há duas ordens no texto. Uma negativa e outra positiva. A negativa é não se embriagar com vinho; a positiva é ser cheio do Espírito Santo. Assim como a embriaguez é um pecado; também o é a ausência da plenitude do Espírito Santo. Se a embriaguez produz vergonha e dissolução, a plenitude do Espírito Santo desemboca em comunhão, adoração, gratidão e serviço.

Em segundo lugar, a plenitude do Espírito é uma exigência a todos os crentes. A ordem para ser cheio do Espírito é endereçada a todos e não apenas a alguns crentes. Os líderes, os anciãos, os adultos, os jovens, as crianças, os ricos, os pobres, os doutores, os analfabetos, todos os salvos, sem exceção, devem ser cheios do Espírito Santo. A plenitude do Espírito não deve ser uma exceção na igreja; é a norma para todos os crentes.

Em terceiro lugar, a plenitude do Espírito Santo é uma experiência que deve ser repetida continuamente. Não se trata de um acontecimento único e irrepetível como é o batismo pelo Espírito no corpo de Cristo. A plenitude de ontem não serve para hoje, assim como a vitória do passado não garante vitória no presente. Todo dia é dia de ser cheio do Espírito Santo. Todo dia é tempo de andar com Deus e experimentar o extraordinário de Deus. As melhores experiências do passado podem ser medidas mínimas do que Deus pode fazer em nossa vida no futuro.

Em quarto lugar, não podemos produzir a plenitude do Espírito, podemos apenas nos esvaziar para sermos cheios. A plenitude do Espírito Santo não é uma realidade produzida por nós. Não administramos essa experiência. Ela vem do alto, de cima, do céu. Devemos ser como vasos vazios, puros e disponíveis para o Espírito Santo nos encher. Não há limitação no Espírito Santo. Podemos ser cheios a ponto de sermos tomados de toda a plenitude de Deus. Você está cheio do Espírito Santo?
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Rev. Hernandes Dias Lopes
Blog: Palavra da Verdade
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quinta-feira, 19 de março de 2015

O Brasil pode se tornar uma Venezuela?


Conquanto Brasil e Venezuela sejam países bastante distintos, nos últimos doze anos diminuíram muito as suas diferenças por causa de um ideal comum, regido por uma mesma ideologia. Ambos os governos esquerdistas querem estabelecer na América Latina “La Patria Grande” de Fidel Castro. Não é por acaso que o Brasil está investindo em Cuba e mandando dinheiro para a ditadura cubana. Por que o programa Mais Médicos, adotado pelo governo federal, por exemplo, prioriza os médicos cubanos?

Falando em Cuba, alguns internacionalistas afirmam que a Venezuela ainda não é como a ditadura dos irmãos Castro. Ela estaria no meio do caminho: não seria nem uma democracia nem uma ditadura, e sim uma espécie de “democracia autoritária”, um regime híbrido, no qual prevalecem elementos autoritários, repressão aos opositores, bem como desprezo ao consenso, ao diálogo e aos direitos civis mais elementares. Sinceramente, não tenho dúvida de que a Venezuela já está debaixo de uma terrível ditadura, embora alguns professores de História esquerdistas insistam em dizer que esse país é um referencial de democracia na América Latina.

Na Venezuela não existe mais a separação de poderes. Ela é formalmente uma democracia por causa das eleições, mas, na prática, o déspota Nicolás Maduro — cujo partido tem pretensão hegemônica —, apoiado incondicionalmente pelo lulodilmismo, é quem controla o Judiciário. E este, por sua vez, já deu aval à cassação dos opositores, permitindo que o ditador tenha maioria absoluta na Assembleia Nacional. Não estamos muito longe disso, aqui no Brasil, pois o nosso Supremo Tribunal Federal (STF) já está, praticamente, sob o domínio do partido que há mais de doze anos governa o Brasil.

As Forças Armadas venezuelanas estão a serviço do esquerdismo bolivariano e, por isso, foram rebatizadas pelo chavismo, sendo renomeadas para "Força Armada Nacional Bolivariana". O exército está cem por cento alinhado com a ideologia chavista desde 2013, quando Hugo Chávez morreu. Além disso, o governo obriga pessoas a fazerem trabalho de polícia, devendo denunciar qualquer pessoa que sejam contrárias à “revolução”.

Há grande repressão aos opositores, na Venezuela, a ponto de eles serem acusados na Justiça de conspirar contra o Governo e estar alinhados com os Estados Unidos. Isso já está ocorrendo no Brasil, em pequena escala, por enquanto. Os opositores são chamados de golpistas, elite branca, burgueses, etc. E, há poucos dias, um parlamentar petista afirmou que a CIA está por trás dos protestos dos brasileiros contrários ao desgoverno lulodilmista, os quais levaram mais de um milhão de pessoas às ruas.

Maduro, também, fez um cerco legal e econômico à imprensa opositora. Ali, os poucos veículos críticos ao governo fazem isso com muitas restrições de acesso a divisas para comprar papel. A partir de 2014, a Venezuela entrou numa fase de aprofundamento das tendências autoritárias, especialmente no controle da mídia. E, no caso dos políticos de oposição que opinam, a perseguição a eles é muito violenta. Não é esse tipo de controle que os petistas desejam exercer no Brasil?

O que devemos fazer diante desse quadro? Como cidadãos do Céu, devemos orar pelo Brasil e pregar o Evangelho (1 Tm 2.1-3; Mc 16.15), mas também somos cidadãos brasileiros. E, como tais, devemos protestar contra as injustiças (cf. Sl 11.3).

Ciro Sanches Zibordi
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Fonte Blog do Ciro
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A Cruz de Cristo



Por Rev. Dr. Augustus Nicodemus Lopes

A morte de Cristo na cruz é um fato central para o cristianismo. É interessante que é da palavra latina “cruz” que vem a palavra “crucial”, isto é, central, importante. Para os budistas, não importa muito como Buda faleceu, mas faria toda a diferença do mundo para os cristãos se Jesus tivesse morrido de um ataque cardíaco nas praias do Mar da Galiléia e não crucificado no alto do Gólgota.

A cruz é o símbolo universal do cristianismo, mesmo num mundo onde mais e mais ela tem perdido o seu significado. Numa pesquisa recente feita na Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, ficou claro que o símbolo da MacDonalds (o arco dourado) e o da Shell (uma concha amarela) eram muito mais conhecidos do que a cruz.

Muitos dos que a identificam ofendem-se com ela. A cruz de Cristo é motivo de ofensa para muitos hoje, como foi na época em que os primeiros cristãos começaram a falar dela como o caminho de Deus para a salvação. O apóstolo Paulo escreveu:

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus . . . nós pregamos a Cristo crucifica¬do, escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (1 Coríntios 1:18,23).

A feminista Deloris Williams é um exemplo moderno de pessoas que se ofendem com a cruz. Ela declarou: “Acho que não precisamos de uma teoria em que os pecado têm que ser pagos pela morte de alguém. Acho que não precisamos de um cara pendurado numa cruz, sangrando, e outras coisas desse tipo” (1999, conferência Re-Imagining God).

Podemos compreender a repulsa natural que as pessoas sentem pela cruz. A execução por morte de cruz era algo terrivelmente cruel. Na verdade, era sadismo legalizado. Foi provavelmente uma das formas mais depravadas de execução jamais inventada pelo homem. Nada mais era que morte lenta por tortura. E realmente funcionava. Ninguém jamais sobreviveu a uma crucificação.

Mas para os que crêem, a cruz faz perfeito sentido. A salvação do homem só pode ocorrer através de uma satisfação dada à lei de Deus, que o homem quebrou e tem quebrado sempre. Somente Deus pode perdoar. Mas somente o homem pode pagar. Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, colocou-se no lugar do homem, como representante dos que crêem, e sofreu a penalidade merecida, satisfazendo a justiça divina.

Até mesmo pensadores não cristãos afirmam a necessidade da punição merecida. O pesquisador C. A. Dinsmore examinou as obras de Homero, Sófocles, Dante, Shakespeare, Milton, George Elliot, Hawthorne e Tennyson, e chegou à seguinte conclusão: “É um axioma universal na vida e no pensamento religioso que não pode haver reconciliação sem que haja satisfação dada pelo pecado” ("Atonement in Literature and Life" republicado 2013), .

Portanto, para os que crêem, a cruz é mais que um símbolo a ser levado no pescoço ou pendurado nas paredes da igreja. É o caminho de Deus para salvar todo aquele que crê.

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Fonte: Facebook
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quinta-feira, 5 de março de 2015

O Pecado para a Morte e a Blasfêmia contra o Espírito Santo


Por Augustus Nicodemus Lopes


Não são poucos os pregadores de linha pentecostal que ameaçam os críticos das atuais "manifestações espirituais" de cometerem o pecado sem perdão, a blasfêmia contra o Espírito Santo. Mas, será? O pecado para a morte é mencionado por João em sua primeira carta:

"Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue (5.16c)".

A morte a que João se refere é a morte espiritual eterna, a condenação final e irrevogável determinada por Deus, tendo como castigo o sofrimento eterno no inferno. Todos os demais pecados podem ser perdoados, mas o “pecado para morte” acarreta de forma inexorável a condenação eterna de quem o comete, a ponto do apóstolo dizer: "e por esse não digo que rogue". E o apóstolo continua:

"Toda injustiça é pecado, e há pecado não para a morte (5.17; cf. 3.4)".

João não está sugerindo que a distinção entre pecado mortal e pecado não mortal implique na existência de pecados que não sejam tão graves assim.Todo pecado é contra o Deus justo, contra a sua justiça. Portanto, todo pecado traz a morte, que é a penalidade imposta por Deus contra o pecado. Mas, para que seus leitores não fiquem aterrorizados, João repete: há pecado não para morte (5.17b). Nem todo pecado é o pecado mortal. Há perdão e vida para os que não pecam para a morte. O Senhor mesmo convida seu povo a buscar o perdão que ele concede (Is 1.18).

O que, então, é o pecado para a morte? O apóstolo João não declara explicitamente a que tipo de pecado se refere. Através dos séculos, estudiosos cristãos têm procurado responder a esta pergunta. Alguns têm entendido que João se refere à morte física, e têm sugerido que se trata de pecados que eram punidos com a pena de morte conforme está no Antigo Testamento (Lv 20.1-27; Nm 18.22). Não adiantaria orar pelos que cometeram pecados punidos com a morte, pois seriam executados de qualquer forma pela autoridade civil. Ou então, trata-se de pecados que o próprio Deus puniria com a morte aqui neste mundo, como ele fez com os filhos de Eli (2Sm 2.25), com Ananias e Safira (At 5.1-11) e com alguns membros da igreja de Corinto que profanavam a Ceia (1Co 11.30; cf. Rm 1.32).

A Igreja Católica fez uma classificação de pecados veniais e pecados mortais, incluindo nos últimos os famosos sete pecados capitais, como assassinato, adultério, glutonaria, mentira, blasfêmia, idolatria, entre outros. Este tipo de classificação é totalmente arbitrário e não tem apoio nas Escrituras.

A interpretação que nos parece mais correta é que João está se referindo à apostasia, que no contexto de seus leitores, significaria abandonar a doutrina apostólica que tinham ouvido e recebido e seguir o ensinamento dos falsos mestres, que negava a encarnação e a divindade do Senhor Jesus. “Pode-se inferir do contexto que este pecado não é uma queda parcial ou a transgressão de um determinado mandamento, mas apostasia, pela qual as pessoas se alienam completamente de Deus” (Calvino).

Trata-se, portanto, de um pecado doutrinário, cometido de forma voluntária e consciente, similar ao pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, cometido pelos fariseus, e que o Senhor Jesus declarou que não haveria de ter perdão nem aqui nem no mundo vindouro (cf. Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). Em ambos os casos, há uma rejeição consciente e voluntária da verdade que foi claramente exposta.

No caso dos leitores de João, a apostasia seria mais profunda, pois teriam participado das igrejas cristãs, como se fossem cristãos, participado das ordenanças do batismo e da Ceia, participado dos meios de graça. À semelhança dos falsos mestres que também, antes, tinham sido membros das igrejas, apostatar seria sair delas (2.19), e se juntar aos pregadores gnósticos e abraçar a doutrina deles, que consistia numa negação de Cristo.

Tal pecado era “para a morte” por sua própria natureza, que é a rejeição final e decidida daquele único que pode salvar, Jesus Cristo. “Este pecado leva quem o comete inexoravelmente a um estado de incorrigível embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra a própria consciência” (J. Stott).

É provavelmente sobre pessoas que apostataram desta forma que o autor de Hebreus escreveu, dizendo que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6). Ele descreve essa situação como sendo um viver deliberado no pecado após o recebimento do pleno conhecimento da verdade. Neste caso, “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.26-27). Este pecado é descrito como calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança com que foi santificado e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.29), uma linguagem que claramente aponta para a blasfêmia contra o Espírito e a negação de Jesus como Senhor e Cristo (ver também 2Pd 2.20-22, onde o apóstolo Pedro se refere aos falsos mestres).

Não é sem razão que o apóstolo João desaconselha pedirmos por quem pecou dessa forma.

Alguém pode perguntar se Deus fecharia a porta do perdão se pessoas que pecaram para a morte se arrependessem. Tais pessoas, porém, não poderão se arrepender. Elas não o desejam. E além disto, o Senhor determinou sua condenação, a ponto de João não aconselhar que oremos por elas. “Tais pessoas foram entregues a um estado mental reprovável, estão destituída do Espírito Santo, e não podem fazer outra coisa senão, com suas mentes obstinadas, se tornarem piores e piores, acrescentando mais pecado ao seu pecado” (Calvino).

Notemos que nestes versículos João não chama de “irmão” aquele que peca para a morte. Apenas declara que há pecado para a morte e que não recomenda orar pelos que o cometem. É evidente que os nascidos de Deus jamais poderão cometer este pecado.

Portanto, não se impressione com as ameaças de pastores do tipo "você está blasfemando contra o Espírito Santo" se o que você estiver fazendo é simplesmente perguntando qual a base bíblica para cair no Espírito, rir no Espírito, a unção da leoa, e outras "manifestações" atribuídas ao Espírito Santo.
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Fonte: Blog O Tempora! O Mores!
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

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